007 First Light SURPREENDE ou DECEPCIONA? Review Completa!
- Paulo Henrique

- 20 de jul.
- 4 min de leitura
Atualizado: 9 de ago.

Data de lançamento
27 de maio de 2026
PS5, Xbox Series X|S e PC
Versão Switch 2
Desenvolvedora: IO Interactive
Publicadora: IO Interactive
Parceria: Amazon MGM Studios
Os mesmos criadores de Hitman
Se você curte espionagem raiz, gadgets tecnológicos e aquele clima de filme blockbuster, 007 First Light chega tentando entregar tudo isso com uma pegada moderna — e sim, ele tem seus momentos de brilho… mas também escorrega em alguns pontos.
História e Imersão

Em First Light 007, você assume o papel do icônico James Bond em uma trama inédita, repleta de conspirações globais, organizações secretas e missões espalhadas por diversos países.
A narrativa segue o estilo clássico da franquia, com reviravoltas e personagens marcantes. Em vários momentos, a sensação é de estar jogando um verdadeiro filme, principalmente graças às cutscenes bem dirigidas e às transições de cena extremamente bem feitas. A imersão é um dos grandes destaques — poucos jogos conseguem transmitir uma sensação tão intensa de ação e cinematicidade.
O clima cinematográfico é simplesmente absurdo, elevando a experiência a outro nível. No entanto, nem tudo é perfeito: algumas partes da história acabam sendo previsíveis, o que pode diminuir um pouco o impacto de certos momentos.
Outro ponto negativo é a ausência de dublagem em português (PT-BR). Em um jogo de espionagem, onde a narrativa é essencial, depender apenas de legendas pode atrapalhar a experiência. Em cenas de ação, como perseguições de carro, fica difícil acompanhar os diálogos enquanto joga, e em alguns momentos há até uma leve desconexão entre o tempo da fala e a legenda.
Mesmo assim, é difícil não se envolver com a jornada. Aqui vemos um James Bond mais imaturo, ainda em processo de aprendizado, passando por treinamentos e evoluindo ao longo da campanha. As lutas corpo a corpo e os primeiros desafios fazem parte dessa construção inicial do personagem, funcionando quase como um tutorial integrado à história.
Gameplay – Stealth ou Ação?

O jogo mistura stealth e ação, e essa combinação funciona bem na maior parte do tempo.
Você pode abordar as missões de diferentes formas:
Invadir bases silenciosamente, no melhor estilo espião
Utilizar gadgets como drone, hacking e um relógio tecnológico
Partir para o combate direto quando a situação sai do controle
A jogabilidade é muito agradável e lembra bastante Watch Dogs, principalmente pelo uso constante de hacking para manipular o ambiente e eliminar inimigos de forma estratégica. Em algumas situações, também é possível interagir com NPCs e até convencê-los para avançar em determinadas missões.
No geral, a experiência tende mais para o stealth, com uma pegada bem próxima de Hitman, incentivando planejamento e execução silenciosa.
Destaque:“Quando o stealth funciona, é incrível. Quando quebra… vira bagunça.”
Isso acontece principalmente por conta da inteligência artificial dos inimigos, que em alguns momentos deixa a desejar. Há situações em que você está muito próximo e ainda assim não é detectado, o que acaba quebrando um pouco da imersão.
Mesmo com essas falhas, o gameplay consegue se manter divertido e oferece boas possibilidades para diferentes estilos de jogo.
Gráficos e Performance

Visualmente, o jogo é muito bonito, com destaque para a iluminação realista — principalmente durante a noite — que cria uma atmosfera imersiva. Os cenários são variados, passando por cidades, regiões com neve e até desertos, o que traz diversidade à experiência. Além disso, os modelos dos personagens são bem detalhados, com boa qualidade nas expressões e na física, especialmente dos cabelos.
Nos testes que fiz no meu setup (RX 9060 XT + Ryzen 5 5500X3D), o jogo rodou em 1440p com qualidade alta de forma bem fluida, mantendo acima dos 80 FPS utilizando FSR no modo Qualidade. Porém, como prefiro priorizar o visual, também joguei com o FSR desativado para aproveitar o máximo da qualidade gráfica.
Durante o gameplay, o uso de memória RAM chegou próximo dos 15 GB, enquanto a temperatura da placa de vídeo se manteve estável em torno de 68°C. Em alguns momentos, houve um travamento, mas nada constante.
É importante destacar que o ideal é ter pelo menos 16 GB de RAM e um SSD de boa qualidade para garantir uma experiência mais estável.
Entre os pontos positivos, os efeitos de luz e reflexos (ray tracing) chamam bastante atenção, elevando o nível visual do jogo. No geral, achei o jogo bonito — não chega a ser algo revolucionário, mas entrega um visual muito competente. A iluminação, a física dos cabelos e os personagens são os principais destaques.
Som e Trilha Sonora

A trilha sonora segue o padrão clássico de um filme de James Bond, trazendo músicas tensas durante as missões, que aumentam a imersão em momentos de tiroteios e explosões.
Nas cenas mais importantes, o jogo aposta em temas épicos que reforçam o impacto e a grandiosidade dos acontecimentos.
Não é algo revolucionário, mas cumpre muito bem o seu papel — exatamente como um bom filme de 007.
Veredito Final

“007 First Light não reinventa o gênero, mas entrega uma experiência sólida pra quem curte espionagem. Tem cara de filme, momentos incríveis… mas falta aquele polimento pra virar um clássico.”
Vale a pena? com certeza, principalmente para quem é fã de jogos como Hitman, Uncharted e Watch Dogs. É um jogaço, com uma gameplay fluida e prazerosa, além de uma história cativante que realmente faz você se sentir como um verdadeiro agente 007.
Os gráficos são ótimos, com destaque especial para as áreas de deserto, que são simplesmente lindas. A ambientação e o nível de detalhe ajudam bastante na imersão.
007 First Light é um título que não pode ficar de fora da sua lista.
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