DragonSword: Awakening é bonito… mas será que entrega mais que isso?

Atualizado: 15 de set.

DragonSword: Awakening
O que é esse jogo?
Gênero: Action RPG + Open World
Estúdio: Hound13
Plataforma: PC (Steam no lançamento)
Lançamento: 22–23 de julho de 2026
DragonSword: Awakening chega como aquele tipo de jogo que chama atenção de longe: visual absurdo, mundo aberto gigante e combate estiloso. Mas depois de jogar, fica a dúvida — é só mais um “clone bonito” ou realmente vale seu tempo
História — funcional, mas esquecível
A história começa acompanhando Lute, um jovem ligado ao despertar de um dragão lendário que ameaça o mundo de Orbis.
Logo no início, Lute conhece Jony e Castella, que o convidam para fazer parte de um grupo de mercenários.
Pouco depois, Aria, outra integrante do grupo, aparece e passa a fazer parte da jornada. A partir daí, Lute é levado para uma bela cidade, onde começa a conhecer melhor o mundo e recebe sua primeira missão.
Durante essa etapa inicial, o jogador também desbloqueia habilidades importantes, incluindo a possibilidade de invocar um Familiar, que ajuda durante a aventura, além de uma montaria que facilita bastante o deslocamento pelo mapa.
Mundo aberto — aqui o jogo brilha

Se tem um ponto que realmente chama atenção em DragonSword: Awakening, são os gráficos e a construção do mundo.
O jogo apresenta uma iluminação muito bonita, com cores vivas e cenários detalhados. Visualmente, a experiência me lembrou bastante Zelda e Genshin Impact, principalmente pelo estilo colorido, pela iluminação e pela ambientação do mundo.
O mundo aberto também é um dos destaques. Existem áreas grandes para explorar, cidades bonitas, florestas, diferentes regiões e muitos animais espalhados pelo mapa, deixando o cenário mais vivo.
Logo no início, uma das primeiras missões que recebi foi algo bem simples: procurar uma ovelha fugitiva. É uma missão mais tranquila, que serve principalmente para apresentar o mundo e incentivar o jogador a explorar a região.
Gameplay — divertido, mas familiar

O combate de DragonSword: Awakening é rápido e bem simples de entender. Durante minhas primeiras horas, não tive dificuldade para aprender os comandos, já que o sistema é bastante direto.
Os principais ataques ficam distribuídos de forma bem simples:
□ Quadrado: ataques leves.
R1: habilidade especial.
R2: habilidade especial mais forte.
Essa simplicidade faz com que o combate seja fácil de aprender, mas também pode passar uma sensação de pouca profundidade para quem procura um sistema mais complexo.
Os golpes possuem bons efeitos visuais e deixam os combates mais bonitos, principalmente quando as habilidades especiais são utilizadas.
Performance e otimização
Testei DragonSword: Awakening com a RX 9060 XT 16GB, Ryzen 5 5500X3D e 16GB de RAM, utilizando a resolução 1440p.
De modo geral, o jogo rodou de forma tranquila e apresentou uma boa experiência durante o teste.
Configuração utilizada
GPU: RX 9060 XT 16GB
CPU: Ryzen 5 5500X3D
RAM: 16GB
Resolução: 1440p
Upscaling: FSR em modo Qualidade
Um detalhe importante é que o jogo não permite desligar completamente o FSR Upscaling.
Com o FSR em Qualidade, o jogo conseguiu manter cerca de 80 FPS, entregando uma experiência fluida e com ótima qualidade visual.
Também testei a opção de Qualidade Alta, mas nesse caso o desempenho caiu para aproximadamente 47 FPS. Na minha opinião, essa configuração não compensa, já que a diferença visual não justifica a grande perda de desempenho.
Temperaturas e uso
Durante o teste:
GPU: 65 °C com aproximadamente 98% de uso
CPU: 49 °C
VRAM: aproximadamente 6 GB
RAM: aproximadamente 14 GB
As temperaturas ficaram muito boas durante a jogatina, principalmente a do processador.
Modelo de negócio — o maior acerto

Aqui DragonSword: Awakening ganha muitos pontos.
O jogo entrega uma experiência completa sem ficar tentando cobrar o jogador a todo momento. Durante minha experiência, não encontrei sistemas que atrapalhassem a progressão ou obrigassem o jogador a gastar dinheiro para avançar.
Sem gacha
Sem pay-to-win
Sem sistemas abusivos de monetização
Jogo completo
Progressão baseada na própria experiência
Para mim, isso já é um grande diferencial. Em um mercado cheio de jogos que tentam prender o jogador com microtransações e sistemas de monetização agressivos, encontrar um título que simplesmente entrega o jogo completo sem cobrar por cada pequena coisa é algo que merece ser valorizado.
Trilha sonora e áudio
trilha competente, mas não memorável
dublagem ok
efeitos de combate bons
Cumpre o papel, mas não marca.
Pontos positivos
Visual muito bonito (UE5), Mundo aberto bem construído, Combate fluido e estiloso, Sem gacha (GRANDE diferencial), Boa exploração
Pontos negativos
História fraca, Pouca originalidade,Personagens pouco marcantes, Sensação de “já joguei isso antes”
Veredito final

DragonSword: Awakening — Bom, mas poderia ser melhor
DragonSword: Awakening é um jogo bonito e divertido, mas está longe de ser perfeito como algumas reviews fazem parecer.
A história é genérica e longa, a tradução tem muitos erros e o final deixa mais perguntas do que respostas. O combate é divertido e a variedade de personagens é um dos pontos fortes, mas o sistema de evolução exige muito farm de Gold, tornando a progressão cansativa.
O endgame também é limitado, com poucas atividades e dificuldades que muitas vezes apenas aumentam o HP e o dano dos chefes.
A retirada do Gacha foi uma ótima decisão, mas ainda existem vários sistemas que parecem ter sido herdados do projeto original.
DragonSword: Awakening tem potencial, mas precisa de atualizações para realmente chegar ao seu melhor.



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