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DragonSword: Awakening é bonito… mas será que entrega mais que isso?

Foto do escritor: Paulo Henrique
Paulo Henrique
21 de jul.
4 min de leitura

Atualizado: 15 de set.

Pôster de DragonSword: Awakening com grupo de guerreiros fantásticos alados sobre nuvens em tons lilás e azul.




DragonSword: Awakening

O que é esse jogo?


  • Gênero: Action RPG + Open World

  • Estúdio: Hound13

  • Plataforma: PC (Steam no lançamento)

  • Lançamento: 22–23 de julho de 2026






DragonSword: Awakening chega como aquele tipo de jogo que chama atenção de longe: visual absurdo, mundo aberto gigante e combate estiloso. Mas depois de jogar, fica a dúvida — é só mais um “clone bonito” ou realmente vale seu tempo


História — funcional, mas esquecível



A história começa acompanhando Lute, um jovem ligado ao despertar de um dragão lendário que ameaça o mundo de Orbis.


Logo no início, Lute conhece Jony e Castella, que o convidam para fazer parte de um grupo de mercenários.


Pouco depois, Aria, outra integrante do grupo, aparece e passa a fazer parte da jornada. A partir daí, Lute é levado para uma bela cidade, onde começa a conhecer melhor o mundo e recebe sua primeira missão.


Durante essa etapa inicial, o jogador também desbloqueia habilidades importantes, incluindo a possibilidade de invocar um Familiar, que ajuda durante a aventura, além de uma montaria que facilita bastante o deslocamento pelo mapa.




Mundo aberto — aqui o jogo brilha


Herói de costas em campo verde observa cidade branca sob montanha cristalina; UI mostra Lute, Castella e Aria.
Créditos: Steam/reprodução

Se tem um ponto que realmente chama atenção em DragonSword: Awakening, são os gráficos e a construção do mundo.


O jogo apresenta uma iluminação muito bonita, com cores vivas e cenários detalhados. Visualmente, a experiência me lembrou bastante Zelda e Genshin Impact, principalmente pelo estilo colorido, pela iluminação e pela ambientação do mundo.


O mundo aberto também é um dos destaques. Existem áreas grandes para explorar, cidades bonitas, florestas, diferentes regiões e muitos animais espalhados pelo mapa, deixando o cenário mais vivo.


Logo no início, uma das primeiras missões que recebi foi algo bem simples: procurar uma ovelha fugitiva. É uma missão mais tranquila, que serve principalmente para apresentar o mundo e incentivar o jogador a explorar a região.



Gameplay — divertido, mas familiar

Guerreiros lutam contra um dragão monstruoso em um salão azul de pedra, com magia roxa e gelo brilhante.
Créditos: Steam/reprodução


O combate de DragonSword: Awakening é rápido e bem simples de entender. Durante minhas primeiras horas, não tive dificuldade para aprender os comandos, já que o sistema é bastante direto.


Os principais ataques ficam distribuídos de forma bem simples:


  • □ Quadrado: ataques leves.

  • R1: habilidade especial.

  • R2: habilidade especial mais forte.


Essa simplicidade faz com que o combate seja fácil de aprender, mas também pode passar uma sensação de pouca profundidade para quem procura um sistema mais complexo.


Os golpes possuem bons efeitos visuais e deixam os combates mais bonitos, principalmente quando as habilidades especiais são utilizadas.



Performance e otimização


Testei DragonSword: Awakening com a RX 9060 XT 16GB, Ryzen 5 5500X3D e 16GB de RAM, utilizando a resolução 1440p.


De modo geral, o jogo rodou de forma tranquila e apresentou uma boa experiência durante o teste.

Configuração utilizada


  • GPU: RX 9060 XT 16GB

  • CPU: Ryzen 5 5500X3D

  • RAM: 16GB

  • Resolução: 1440p

  • Upscaling: FSR em modo Qualidade


Um detalhe importante é que o jogo não permite desligar completamente o FSR Upscaling.


Com o FSR em Qualidade, o jogo conseguiu manter cerca de 80 FPS, entregando uma experiência fluida e com ótima qualidade visual.


Também testei a opção de Qualidade Alta, mas nesse caso o desempenho caiu para aproximadamente 47 FPS. Na minha opinião, essa configuração não compensa, já que a diferença visual não justifica a grande perda de desempenho.


Temperaturas e uso


Durante o teste:


  • GPU: 65 °C com aproximadamente 98% de uso

  • CPU: 49 °C

  • VRAM: aproximadamente 6 GB

  • RAM: aproximadamente 14 GB


As temperaturas ficaram muito boas durante a jogatina, principalmente a do processador.



Modelo de negócio — o maior acerto


Menina montada em um gato branco corre diante de um castelo de pedra, em campo verde sob céu azul.
Créditos: Steam/reprodução


Aqui DragonSword: Awakening ganha muitos pontos.


O jogo entrega uma experiência completa sem ficar tentando cobrar o jogador a todo momento. Durante minha experiência, não encontrei sistemas que atrapalhassem a progressão ou obrigassem o jogador a gastar dinheiro para avançar.


  • Sem gacha

  • Sem pay-to-win

  • Sem sistemas abusivos de monetização

  • Jogo completo

  • Progressão baseada na própria experiência


Para mim, isso já é um grande diferencial. Em um mercado cheio de jogos que tentam prender o jogador com microtransações e sistemas de monetização agressivos, encontrar um título que simplesmente entrega o jogo completo sem cobrar por cada pequena coisa é algo que merece ser valorizado.


Trilha sonora e áudio


  • trilha competente, mas não memorável

  • dublagem ok

  • efeitos de combate bons


Cumpre o papel, mas não marca.


Pontos positivos


Visual muito bonito (UE5), Mundo aberto bem construído, Combate fluido e estiloso, Sem gacha (GRANDE diferencial), Boa exploração



Pontos negativos


História fraca, Pouca originalidade,Personagens pouco marcantes, Sensação de “já joguei isso antes”





Veredito final

Personagem anime de cabelos prateados conjura cristais azuis num templo escuro, com expressão séria e brilho mágico.
Créditos: Steam/reprodução

DragonSword: Awakening — Bom, mas poderia ser melhor


DragonSword: Awakening é um jogo bonito e divertido, mas está longe de ser perfeito como algumas reviews fazem parecer.


A história é genérica e longa, a tradução tem muitos erros e o final deixa mais perguntas do que respostas. O combate é divertido e a variedade de personagens é um dos pontos fortes, mas o sistema de evolução exige muito farm de Gold, tornando a progressão cansativa.


O endgame também é limitado, com poucas atividades e dificuldades que muitas vezes apenas aumentam o HP e o dano dos chefes.


A retirada do Gacha foi uma ótima decisão, mas ainda existem vários sistemas que parecem ter sido herdados do projeto original.


DragonSword: Awakening tem potencial, mas precisa de atualizações para realmente chegar ao seu melhor.







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