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Ghost Recon Wildlands Review 2026: Vale a Pena Após Last Rites?

Foto do escritor: Paulo Henrique
Paulo Henrique
16 de ago.
5 min de leitura

Atualizado: 15 de set.

Pôster de Ghost Recon Wildlands: soldados armados em selva sombria, rosto mascarado ao fundo e texto LAST RITES em vermelho.
Créditos das imagens: Steam/reprodução


Por Paulo Henrique




Se você está procurando uma Ghost Recon Wildlands Review 2026 para descobrir se o jogo ainda vale a pena, chegou ao lugar certo. Joguei o título no PC para analisar sua campanha, gameplay, mundo aberto, novidades de 2026 e desempenho na RX 9060 XT 16GB.





Lançado originalmente em 2017, Ghost Recon Wildlands recebeu a atualização Last Rites em 2026, trazendo uma nova missão, novidades de gameplay e melhorias para a experiência atual.

Mas será que Wildlands ainda vale a pena depois de quase uma década?









Ghost Recon Wildlands Review 2026: História e Imersão



Figura mascarada de manto preto com halo dourado, em clima sombrio e roxo, encarando a câmera de perto.
Créditos das imagens: Steam/reprodução



Em Ghost Recon Wildlands, você assume o controle de um integrante da unidade Ghost enviado à Bolívia para combater o Santa Blanca, um poderoso cartel que domina diferentes regiões do país.

Na campanha principal, o jogador enfrenta diversos líderes do cartel enquanto decide quais áreas explorar e quais objetivos realizar primeiro. A liberdade de abordagem é um dos grandes destaques, permitindo escolher entre infiltração, combate direto, uso de veículos ou outras estratégias.


Na nova missão Last Rites, a história ganha um novo capítulo ao colocar os Ghosts atrás de uma integrante da própria unidade, que acabou envolvida na criação de uma seita macabra conhecida como La Llorona. A missão apresenta uma trama interessante e funciona como um excelente gancho para um possível próximo jogo, deixando espaço para novas histórias dentro do universo de Ghost Recon.


No geral, a narrativa de Wildlands funciona principalmente como uma forma de conduzir o jogador pelo enorme mundo aberto, enquanto a liberdade de escolha e a variedade de abordagens continuam sendo o verdadeiro ponto forte da experiência.



Gameplay


Caminhonete NAKAHAWA segue um carro azul por vila poeirenta em jogo, com HUD exibindo ORDER ASSAULT e mapa.
Créditos das imagens: Steam/reprodução

O gameplay continua sendo um dos pontos fortes de Wildlands.


As missões podem ser realizadas de diferentes maneiras. É possível utilizar furtividade, drones e rifles de precisão ou simplesmente partir para o confronto direto. Na nova missão Last Rites, porém, a experiência é um pouco diferente: em vários momentos, você precisa se deslocar mais pelo mapa por conta própria, sem o mesmo nível de apoio encontrado na campanha principal. Isso faz com que seja comum passar algum tempo procurando veículos ou simplesmente percorrendo grandes distâncias até chegar ao próximo objetivo.


Mesmo sendo um gameplay simples, ainda é muito divertido. Os tiroteios continuam agradáveis e a liberdade para escolher como abordar cada situação mantém a experiência interessante. Por outro lado, alguns bugs ainda aparecem durante a missão, reforçando a sensação de que estamos jogando Wildlands novamente, e não uma experiência completamente nova.


O drone continua sendo uma ferramenta extremamente útil para reconhecer bases e marcar inimigos antes de iniciar uma operação. Além disso, existe uma boa variedade de armas e veículos, incluindo carros, motos e helicópteros.


Para quem joga em cooperação, a experiência fica ainda mais interessante, já que é possível realizar operações ao lado de outros jogadores e combinar diferentes estratégias durante as missões.



Mundo Aberto


Mapa tático de jogo em Itacua, com missões, ícones e rally point; menus laterais e texto TACMAP.
Créditos das imagens: Steam/reprodução



A Bolívia apresenta um mapa enorme e bastante variado, com montanhas, florestas, cidades, estradas e áreas rurais.


Durante a exploração, existem missões principais, atividades secundárias, equipamentos e diferentes recursos para encontrar. A quantidade de conteúdo é enorme e, em alguns momentos, pode até parecer excessiva, principalmente para quem gosta de completar tudo no mapa.


A liberdade para escolher como chegar aos objetivos continua sendo uma das melhores características do jogo.



Last Rites: novidades de 2026


O principal motivo para revisitar Wildlands atualmente é a atualização Last Rites, lançada gratuitamente durante a comemoração dos 25 anos de Ghost Recon.


A atualização adiciona uma nova missão de história, colocando os Ghosts contra La Llorona, líder dos Los Penitentes. A missão é curta e pode ser concluída em cerca de 30 minutos, o que pode decepcionar quem esperava um conteúdo maior. Ainda assim, é uma experiência muito divertida, com uma história interessante e um final que deixa um possível gancho para o próximo jogo da franquia.


Também foram adicionadas novas opções para personalizar a experiência, incluindo mudanças de dificuldade, interface, horário e outras regras de gameplay.


Outro destaque é o retorno do conteúdo relacionado ao Predator, trazendo de volta uma experiência que marcou a história de Wildlands.


Com essas novidades, Wildlands ganhou novos motivos para ser jogado novamente em 2026. E existe ainda outro ponto bastante positivo: até o momento desta publicação, o jogo está custando apenas R$ 7,49 na Steam, tornando o preço extremamente atrativo para quem ainda não possui o game ou quer voltar à Bolívia para conferir a nova missão.



Gráficos e Performance


Jogador em terceira pessoa num píer de madeira à beira de rio, com floresta ao fundo e bússola/minimapa na tela.
Créditos das imagens: Steam/reprodução



Mesmo sendo um jogo de 2017, Wildlands ainda apresenta cenários interessantes, principalmente pela variedade e pelo tamanho do mundo aberto.


PC de teste


GPU: RX 9060 XT 16GB

CPU: Ryzen 5 5500X3D

RAM: 16GB DDR4 3200MHz

SSD: NVMe

Resolução: 2560×1440 (1440p)

Drivers: Atualizados


Desempenho


Para o teste, joguei Ghost Recon Wildlands em 1440p, utilizando as configurações no Ultra. O jogo não conta com tecnologias modernas de upscaling disponíveis nos títulos atuais, mas mesmo assim apresentou um desempenho muito bom.


No Ultra, o game ficou acima dos 60 FPS na maior parte do tempo. Já reduzindo a qualidade para Muito Alto, o desempenho melhorou bastante, passando dos 100 FPS, mantendo uma experiência muito mais fluida sem comprometer significativamente a qualidade visual.


Mesmo sem tecnologias mais recentes de iluminação e reconstrução de imagem, Wildlands continua sendo um jogo visualmente bonito. Durante os testes, ocorreram alguns stutters, mas foram poucos e não chegaram a comprometer a experiência durante as missões.


A RX 9060 XT 16GB também apresentou um ótimo comportamento térmico, permanecendo abaixo dos 70 °C durante os testes.


Configuração recomendada: 1440p no Muito Alto, onde o jogo ultrapassa os 100 FPS com excelente fluidez, mantendo uma ótima qualidade visual.



Som e Ambientação


FPS mirando inimigo a 36 m numa trilha rural; torre d’água, árvores e HUD com Sync Shot Available.



Os efeitos das armas, veículos e explosões ajudam a deixar os confrontos ainda mais imersivos.


A comunicação entre os integrantes da equipe também contribui para a sensação de estar participando de uma verdadeira operação militar. Outro ponto que merece destaque é que Ghost Recon Wildlands conta com dublagem completa em português do Brasil, o que aumenta bastante a imersão durante as missões e facilita o acompanhamento da história.


A dublagem é tão bem encaixada que, em alguns momentos, a experiência realmente lembra um filme de ação, principalmente durante as operações e diálogos entre os personagens. Na minha opinião, jogos atuais deveriam investir mais nesse tipo de localização, porque uma boa dublagem em PT-BR faz muita diferença para quem joga no Brasil.


Pontos negativos


  • Algumas atividades podem se tornar repetitivas;

  • Inteligência artificial pode apresentar limitações;

  • Algumas animações mostram a idade do jogo;

  • A narrativa pode não agradar quem procura uma história mais profunda.



Pontos positivos


  • Mundo aberto enorme;

  • Grande liberdade nas missões;

  • Combate divertido;

  • Boa variedade de armas e veículos;

  • Furtividade;

  • Cooperação;

  • Atualização Last Rites;

  • Muitas opções de gameplay.



Veredito Final


Lancha com quatro pessoas armadas navegando em rio enevoado na floresta, em tons azuis e clima tenso e sombrio.
Créditos das imagens: Steam/reprodução



Ghost Recon Wildlands envelheceu melhor do que poderia parecer.


O mundo aberto, a liberdade durante as missões e o sistema de combate continuam sendo seus maiores destaques. Mesmo sendo um jogo de 2017, a experiência ainda consegue ser divertida e visualmente bonita, principalmente quando jogada em uma resolução mais alta.


A atualização Last Rites também é um bom motivo para retornar ao jogo, principalmente para quem já conhecia o título e quer experimentar o novo conteúdo. Apesar de a nova missão ser curta, ela apresenta uma história interessante e deixa um possível gancho para o futuro da franquia.


Para mim, o principal problema de Wildlands continua sendo a repetitividade da gameplay. A estrutura das missões pode acabar ficando cansativa depois de muitas horas, algo bastante característico dos grandes mundos abertos da Ubisoft.


Ainda assim, Wildlands continua sendo um jogo grande, bonito e divertido. E a Ubisoft acertou ao trazer o título novamente para os holofotes com uma nova missão anos depois do lançamento. Melhor ainda quando você encontra o jogo por um preço tão baixo.


No fim, Last Rites pode ser curta, mas é uma ótima desculpa para voltar à Bolívia — e, pelo preço atual, fica difícil não recomendar.





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