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The Sinking City 2 Review: terror que lembra Resident Evil, mas sofre com otimização

  • Foto do escritor: Paulo Henrique
    Paulo Henrique
  • 25 de ago.
  • 4 min de leitura

Atualizado: 26 de ago.

Capa de The Sinking City 2: detetive de costas em água turva, com arma, tentáculos e cidade sombria ao fundo.


Publicadora: Frogwares

Gênero: Terror, sobrevivência, ação e aventura

Idioma: Português do Brasil (legendas)

Plataformas: PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S

Motor gráfico: Unreal Engine 5

Perspectiva: Primeira pessoa

Data de lançamento: 2026



The Sinking City 2 é um jogo de terror que chama atenção logo nos primeiros minutos. A aventura começa com o protagonista tentando acordar sua esposa, que está em um sono profundo. Enquanto isso, somos apresentados a momentos do relacionamento dos dois por meio de sonhos, criando um início mais misterioso e emocional.



The Sinking City 2 Review, analisamos a história, o terror, o gameplay, a direção artística e principalmente o desempenho do jogo em 1440p com a RX 9060 XT 16 GB.


Mas a situação rapidamente muda de tom.


O protagonista desperta em um mundo completamente diferente, tomado por criaturas grotescas e vermes capazes de entrar nos corpos das pessoas e transformá-las em uma espécie de zumbi. A partir daí, começa uma jornada de terror, exploração e mistério.



Uma atmosfera que lembra Resident Evil




Homem de chapéu guia um barco por rua alagada e sombria, cercada por prédios decadentes e letreiros de drogas.
Créditos das imagens: Steam/reprodução



Uma das primeiras coisas que percebi jogando The Sinking City 2 foi a forte semelhança com a fórmula de Resident Evil.


O jogo aposta bastante na exploração de ambientes, abertura de portas, procura por itens e pequenos puzzles. Também existem elementos como cofres e mecanismos que lembram bastante o estilo da franquia da Capcom.


Não considero isso necessariamente algo ruim. Para quem gosta de Resident Evil, a estrutura de The Sinking City 2 pode ser bastante familiar.


A diferença está principalmente na ambientação e no universo criado pelo jogo, que possui uma identidade própria e uma estética bastante interessante.





Terror e atmosfera


O terror é um dos pontos fortes do jogo.


A ambientação é sombria, os cenários são perturbadores e o jogo consegue criar alguns momentos de tensão. Inclusive, durante meus testes, levei alguns bons sustos.


O áudio também contribui bastante para isso. Sons ambientes, criaturas e momentos inesperados ajudam a criar aquela sensação de que alguma coisa pode aparecer a qualquer momento.


Não é um terror baseado apenas em ação. O jogo tenta trabalhar bastante com clima e tensão.





História prende a atenção


A história também me surpreendeu positivamente.


Desde o começo, existe um mistério envolvendo a esposa do protagonista e o mundo estranho onde ele acaba acordando. O jogo vai apresentando informações aos poucos, fazendo com que você queira continuar avançando para descobrir o que realmente está acontecendo.


Mesmo com alguns momentos mais confusos, achei que a narrativa funciona bem como motivação para continuar jogando.


É aquele tipo de história que faz você pensar:


“Tá, mas o que aconteceu aqui?”

E isso ajuda bastante na experiência.





Gameplay é o ponto mais fraco


Homem de chapéu aponta revólver para criatura monstruosa em biblioteca escura, clima tenso.
Créditos das imagens: Steam/reprodução


Se existe uma área em que The Sinking City 2 poderia melhorar bastante, para mim é justamente o gameplay.


A movimentação e algumas ações passam uma sensação um pouco engessada. Não chega a tornar o jogo impossível de jogar, mas falta aquela fluidez que encontramos em jogos mais refinados do gênero.


O combate também não foi algo que me impressionou.


A exploração e os puzzles funcionam melhor para mim do que a própria ação. Os momentos envolvendo cofres, portas e mecanismos são interessantes e ajudam a quebrar um pouco o ritmo.

Mas, no geral, considero o gameplay apenas razoável.





Gráficos e direção artística


Visualmente, The Sinking City 2 é um jogo interessante.


A direção artística consegue criar ambientes bastante marcantes, principalmente quando trabalha com o terror e as criaturas.


O mundo possui uma identidade própria e existem cenários que realmente chamam atenção.

Porém, existe um problema importante: otimização.





Teste de desempenho — RX 9060 XT 16 GB


Homem armado de chapéu enfrenta monstro grotesco num pátio escuro de tijolos, com móveis cobertos por lonas; clima tenso.
Créditos das imagens: Steam/reprodução

Para testar o jogo, utilizei:


  • GPU: RX 9060 XT 16 GB

  • CPU: Ryzen 5 5500X3D

  • RAM: 16 GB

  • Resolução: 2560×1440

  • Preset: Alto


E foi justamente aqui que encontrei a maior dificuldade da minha experiência.


Apesar de o jogo apresentar indicação relacionada ao AMD FSR, durante meus testes não consegui utilizar essa opção. As alternativas disponíveis acabaram ficando entre TSR ou resolução nativa, o que prejudicou bastante o resultado.



1440p + TSR


Com 1440p no Alto utilizando TSR, consegui passar dos 90 FPS.


O problema é que a qualidade visual caiu bastante e, mesmo com a taxa de quadros elevada, percebi alguns engasgos/stutters durante a jogatina.


Ou seja, o número de FPS parece ótimo no contador, mas a experiência não ficou tão suave quanto eu esperava.



1440p nativo


Já utilizando a resolução nativa, a situação muda bastante.


A imagem fica muito mais bonita e definida, mas o desempenho caiu para aproximadamente 48 FPS, com quedas frequentes.


Para mim, esse resultado não é satisfatório considerando o hardware utilizado.


A RX 9060 XT 16 GB é uma placa relativamente forte para jogar em 1440p, então esperava uma experiência mais consistente.





E o áudio?


O áudio é um ponto positivo.


Os efeitos sonoros ajudam bastante na ambientação e contribuem para os momentos de tensão. Em alguns momentos, o som foi justamente o responsável por me deixar esperando alguma coisa acontecer.


Para um jogo de terror, isso é extremamente importante.





The Sinking City 2 Review: vale a pena jogar?


Homem de chapéu e sobretudo de couro marrom em sala escura, com manequim desfocado ao fundo; clima noir e tenso.
Créditos das imagens: Steam/reprodução


Sim, mas com ressalvas.


The Sinking City 2 tem uma boa atmosfera, uma história que consegue prender a atenção e uma direção artística interessante.


Também é uma ótima opção para quem gosta de jogos de terror com exploração e elementos semelhantes a Resident Evil.


Por outro lado, o gameplay poderia ser mais fluido e, principalmente, a otimização precisa melhorar.

No meu PC, utilizando uma RX 9060 XT 16 GB + Ryzen 5 5500X3D + 16 GB de RAM, jogar em 1440p nativo não entregou uma experiência satisfatória. Com TSR, o FPS aumentou bastante, mas houve perda de qualidade de imagem e ainda percebi engasgos.


Por isso, acredito que algumas atualizações da desenvolvedora podem fazer uma diferença enorme.



Pontos positivos


  • História interessante

  • Atmosfera de terror muito boa

  • Direção artística marcante

  • Bom áudio

  • Puzzles e exploração interessantes

  • Ótimo para fãs de Resident Evil


Pontos negativos


  • Gameplay um pouco ingessado

  • Combate poderia ser melhor

  • Stutters durante a jogatina

  • Otimização problemática em 1440p

  • TSR reduz bastante a qualidade visual

  • Desempenho nativo abaixo do esperado no meu hardware


Veredito: The Sinking City 2 é um bom jogo de terror e tem potencial, mas eu esperaria uma promoção e atualizações antes de recomendar a compra pelo preço cheio.







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