1666: Amsterdam Review: Vale a Pena? Teste de Desempenho na RX 9060 XT


Data de lançamento
25 de agosto de 2026 — Acesso Antecipado
PC
Desenvolvedora: Parhelion Studios
Publicadora: Parhelion Studios
Se você gosta de jogos com ambientação histórica, investigação, exploração e elementos sobrenaturais, 1666: Amsterdam chama atenção logo nos primeiros minutos.
O jogo coloca o jogador em uma Amsterdam do século XVII, trazendo uma atmosfera sombria e misteriosa que combina cenários históricos com uma narrativa cheia de acontecimentos sobrenaturais.
Mas será que a proposta realmente funciona? E como 1666: Amsterdam se comporta no PC?
Passei algumas horas jogando e testando o título para descobrir.
1666: Amsterdam Review – História e Imersão

1666: Amsterdam aposta bastante na ambientação para criar sua identidade. A aventura se passa em uma Amsterdam do século XVII, misturando elementos históricos com magia e acontecimentos sobrenaturais.
Aqui, você controla uma bruxa acompanhada por um gato, enquanto explora as ruas e construções da cidade. E sim, o combate tem uma característica bastante diferente: é possível enfrentar inimigos usando uma vassoura como arma, o que dá ao jogo uma personalidade própria e deixa algumas situações bem divertidas.
Mas o que mais chama atenção é realmente a ambientação. Amsterdam foi construída com bastante personalidade, e caminhar pelas ruas da cidade transmite aquela sensação de estar explorando um lugar antigo, misterioso e cheio de segredos.
A história, por outro lado, pode parecer um pouco confusa nos primeiros momentos. Nem tudo é explicado de maneira clara, e algumas situações podem deixar o jogador tentando entender exatamente o que está acontecendo.
Mesmo assim, existe algo interessante: o jogo desperta vontade de continuar jogando para descobrir mais sobre aquele mundo, os personagens e os acontecimentos que cercam a protagonista.
E talvez esse seja um dos maiores méritos da narrativa. Mesmo quando você não entende tudo de imediato, a curiosidade faz você querer avançar para descobrir o que vem depois.
Gameplay – Exploração, Combate e Investigação

O gameplay de 1666: Amsterdam é um dos pontos que mais precisa de melhorias. A proposta mistura combate, exploração e investigação, mas algumas dessas mecânicas ainda parecem pouco polidas.
O combate, principalmente, pode ser confuso e estranho nos primeiros momentos. A principal forma de ataque utiliza a vassoura, e os confrontos acabam ficando bastante repetitivos. Na prática, você passa boa parte do tempo atacando os inimigos, realizando esquivas e utilizando a opção de regeneração para recuperar sua vida.
Eu mesmo tive dificuldade para entender o ritmo do combate e encontrar uma maneira confortável de enfrentar os inimigos. A movimentação e as respostas durante as lutas nem sempre parecem naturais, fazendo com que alguns confrontos sejam mais frustrantes do que divertidos.
A exploração e a investigação também poderiam ser mais claras. Em vários momentos, o jogo não deixa exatamente evidente o que você precisa fazer ou para onde deve ir. É preciso prestar atenção aos diálogos, ler as informações disponíveis e conversar com NPCs para descobrir como continuar.
Isso pode ser interessante para quem gosta de descobrir as coisas por conta própria, mas também pode gerar momentos de confusão, principalmente quando você simplesmente não sabe qual é o próximo objetivo.
Apesar dessas limitações, existe um ponto que merece destaque: a ambientação.
Graficamente, 1666: Amsterdam é razoável e apresenta ambientes relativamente detalhados. A reconstrução de Amsterdam combina bem com a proposta do jogo e consegue transmitir a sensação de estar em uma cidade daquela época.
As construções, ruas e elementos do cenário ajudam bastante na imersão, enquanto os elementos sobrenaturais dão ao jogo uma identidade própria.
Gráficos e Performance

Visualmente, 1666: Amsterdam aposta principalmente em sua ambientação histórica. A arquitetura, as ruas e os ambientes ajudam a criar uma identidade própria para o jogo, enquanto os elementos sobrenaturais contribuem para deixar a experiência ainda mais interessante.
Os cenários apresentam um nível de detalhe razoável e conseguem transmitir bem a atmosfera de Amsterdam durante o século XVII. A combinação entre construções históricas, iluminação e elementos sobrenaturais funciona bem e é um dos pontos que mais chamam atenção no jogo.
Porém, a performance deixou bastante a desejar durante meus testes.
Meu PC
GPU: RX 9060 XT 16 GB
CPU: Ryzen 5 5500X3D
RAM: 16 GB DDR4
Logo no início, o jogo passou por um processo de compilação de shaders, que demorou mais do que o normal. Durante as primeiras cenas, também percebi uma grande variação de desempenho.
Em determinado momento, o jogo estava rodando a aproximadamente 35 FPS, enquanto pouco depois chegou a 85 FPS. Essa diferença bastante grande mostra que a otimização ainda precisa de trabalho.
Nos meus testes, utilizei 1440p, FSR no modo Qualidade e preset Alto. Essa foi a configuração que apresentou o melhor equilíbrio entre qualidade visual e desempenho que consegui encontrar, mas mesmo assim o FPS apresentou oscilações consideráveis.
Para um PC com uma RX 9060 XT 16 GB e Ryzen 5 5500X3D, eu esperava uma experiência mais estável.
Vale lembrar, porém, que 1666: Amsterdam está em Acesso Antecipado. Isso significa que a desenvolvedora ainda tem espaço para melhorar a otimização, corrigir problemas de desempenho e trabalhar na estabilidade do jogo ao longo das próximas atualizações.
No estado atual, os gráficos e a ambientação são interessantes, mas a performance ainda é um dos pontos que mais precisam de atenção.
Som e Trilha Sonora

A parte sonora é um dos pontos positivos de 1666: Amsterdam e ajuda bastante a construir a atmosfera sombria do jogo.
Eu gostei bastante dos efeitos sonoros e, principalmente, das músicas. A trilha sonora combina muito bem com a ambientação histórica e com os elementos sobrenaturais, deixando algumas situações ainda mais assustadoras e dando ao jogo uma sensação constante de mistério.
Os sons ambientes também contribuem para essa experiência, fazendo com que a cidade de Amsterdam pareça mais viva e, ao mesmo tempo, mais sombria. Em momentos de tensão, a música consegue aumentar a sensação de perigo e reforçar o clima de terror.
Por outro lado, encontrei um problema que prejudica bastante a experiência: algumas legendas que deveriam estar em português apareciam em inglês. Essa troca acontecia durante determinados momentos e acaba sendo bastante frustrante para quem está jogando em português.
Mesmo com esse problema nas legendas, o jogo cumpre bem seu papel no áudio e na trilha sonora. Para mim, essa foi uma das características que mais ajudaram 1666: Amsterdam a transmitir seu clima assustador e sombriVeredito Final.
Veredito Final

1666: Amsterdam tem uma proposta interessante e consegue chamar atenção principalmente pela ambientação histórica combinada com elementos sobrenaturais. A cidade de Amsterdam do século XVII é um dos maiores destaques, criando um cenário diferente e cheio de personalidade.
Porém, durante minha experiência, ficou bastante evidente que o jogo ainda parece um projeto inacabado. O gameplay é repetitivo, o combate pode ser estranho e confuso, as legendas apresentam problemas e a otimização ainda está longe do ideal. Mesmo utilizando uma RX 9060 XT 16 GB, tive bastante dificuldade para manter uma taxa de quadros estável.
A história também pode parecer confusa em alguns momentos, mas existe algo interessante na proposta que faz você querer continuar jogando para descobrir mais sobre aquele mundo e seus personagens.
Como o jogo está em Acesso Antecipado, ainda existe espaço para grandes melhorias. Mas, no estado atual, minha nota é 5/10.
1666: Amsterdam Review: Vale a Pena? Para quem gosta muito da proposta e quer acompanhar a evolução do jogo, pode valer a experiência. Para quem procura um jogo já polido e bem otimizado, eu recomendo esperar pelas próximas atualizações.
No estado atual, a ambientação e a proposta são os maiores motivos para jogar — enquanto o gameplay e a otimização são justamente os pontos que mais precisam evoluir.
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