CONTROL Resonant É INCRÍVEL! Mas os Gráficos Não Impressionam? Review Completa


Data de lançamento: 29 de setembro de 2026
CONTROL Resonant é uma continuação ambiciosa do primeiro jogo da Remedy, trazendo uma nova história, um mundo aberto ainda mais surreal e várias novidades no gameplay.
Nesta review CONTROL Resonant, vou mostrar como foi minha experiência com o jogo, desde a história e o combate até os gráficos, desempenho na RX 9060 XT 16 GB, trilha sonora e dublagem em português do Brasil.
Apesar de ter alguns pontos que poderiam ser melhores, principalmente nos gráficos e na variedade dos combates, CONTROL Resonant consegue entregar uma experiência bastante original e diferente.
Review CONTROL Resonant: História e Ambientação

CONTROL Resonant é a continuação de CONTROL e se passa sete anos após os acontecimentos do primeiro jogo. Desta vez, você assume o controle de Dylan Faden, irmão de Jesse, que desperta de um coma carregando uma misteriosa arma capaz de mudar de forma, chamada Aberrant.
O Hiss voltou e conseguiu escapar da The Oldest House, chegando às ruas de Manhattan.
Ao mesmo tempo, um novo fenômeno sobrenatural chamado Patterning começa a distorcer a realidade, transformando Nova York em um enorme pesadelo surreal.
A cidade é um dos grandes destaques. Prédios e carros são tomados por um estranho mofo azul, enquanto corpos e estruturas flutuam pelo cenário, criando uma atmosfera sombria e perturbadora.
A história mantém a mistura de ficção científica, terror e sobrenatural do primeiro jogo, mas agora em uma escala maior, explorando a ligação de Dylan com Jesse e os acontecimentos anteriores.
Gameplay e Combate

O gameplay de CONTROL Resonant é simples, mas bastante responsivo. O personagem é rápido e o combate não é focado em defesa, mas principalmente em agilidade, esquivas e movimentação.
Você conta com três armas principais, e cada uma possui sua própria função durante os confrontos. Mesmo com poucas opções, o jogo consegue ser criativo na maneira como utiliza essas ferramentas.
A movimentação também é um dos pontos positivos. Dylan responde rapidamente aos comandos, deixando os combates mais dinâmicos e fazendo com que esquivar e se movimentar pelo cenário sejam essenciais.
Sobre a dificuldade, houve comentários de que o jogo estaria desbalanceado, mas, na minha experiência, o nível estava bom. Ainda assim, preciso ser sincero: o combate não me agradou tanto quanto eu esperava. Ele funciona bem e é divertido, mas achei tudo muito simples.
No fim, CONTROL Resonant consegue ser simples e criativo ao mesmo tempo, mas poderia oferecer mais variedade e profundidade nos combates.
Gráficos e Visual

Aqui foi onde CONTROL Resonant mais me decepcionou. Talvez eu esteja cobrando demais, já que nem todo jogo precisa ter foco em gráficos ultrarrealistas, mas algumas texturas e principalmente os rostos dos personagens poderiam ser melhores.
Por outro lado, artisticamente o jogo é muito bonito. As cores, a iluminação e principalmente o mundo distorcido criam cenários incríveis e cheios de personalidade.
O grande destaque está na estrutura dos mapas e na construção do mundo aberto. A forma como Nova York foi transformada em um ambiente surreal faz com que a exploração seja muito interessante.
Então, apesar de não impressionar tanto em detalhes técnicos, CONTROL Resonant continua sendo um jogo visualmente bonito graças à sua direção de arte e à construção dos cenários.
Desempenho na RX 9060 XT 16 GB

Nos meus testes, utilizando a RX 9060 XT 16 GB, Ryzen 5 5500X3D e 16 GB de RAM, CONTROL Resonant apresentou um bom desempenho em 1440p, mas o Ray Tracing pesou bastante.
Logo no início, o jogo recomendou automaticamente FSR no modo Equilibrado, entregando mais de 80 FPS em 1440p. Depois, testei outras configurações para buscar uma imagem melhor.
No Ultra + FSR Qualidade, o desempenho ficou em torno de 65 FPS. Já no Alto + FSR Nativo, ficou próximo de 63 FPS, com uma imagem um pouco mais nítida.
Também testei o Ray Tracing, mas o impacto foi muito grande. Mesmo colocando os gráficos no Baixo, o jogo ficou abaixo dos 60 FPS. Por isso, preferi deixar o recurso desligado nos testes finais.
A configuração que mais gostei foi 1440p + FSR Nativo + Ray Tracing desligado. O jogo conseguiu se manter acima dos 60 FPS e entregou uma imagem um pouco mais nítida, sem prejudicar o gameplay.
Para o meu setup, essa foi a melhor combinação entre qualidade visual e desempenho.
Som, Trilha Sonora e Dublagem

Aqui está um dos grandes destaques de CONTROL Resonant. A trilha sonora é espetacular, com músicas que combinam perfeitamente com o clima estranho e sobrenatural do jogo.
Os efeitos sonoros também merecem destaque. A equipe criou sons próprios para diferentes situações e ambientes, ajudando a deixar a atmosfera ainda mais estranha e imersiva.
Outro ponto forte é a dublagem em português do Brasil, que foi muito bem feita e combina com os personagens. Para mim, ela ajuda bastante na imersão e torna a experiência ainda mais agradável.
No conjunto, som, trilha sonora e dublagem estão entre os pontos mais fortes do jogo.
Veredito Final

CONTROL Resonant é um bom jogo e uma continuação que consegue trazer várias novidades em relação ao primeiro. A Remedy criou uma identidade visual própria, com uma direção de arte incrível e um gameplay que mistura ação, exploração e elementos sobrenaturais.
O combate é diferente e bastante responsivo, mas em alguns momentos pode parecer simples e até um pouco repetitivo. A dificuldade também não chega a ser um grande problema, mas poderia oferecer um desafio mais interessante.
Outro ponto é a história. CONTROL Resonant pode ser bastante confuso, principalmente porque o jogo não entrega tudo de forma muito clara e nem sempre indica exatamente o que você deve fazer. No começo, isso pode causar certa frustração, embora eu acredite que essa sensação de confusão faça parte da proposta do jogo.
Sendo sincero, não consegui me apegar tanto ao jogo quanto esperava, mas isso não significa que ele seja ruim. Pelo contrário: CONTROL Resonant tem muita criatividade, uma ambientação incrível, excelente trilha sonora, dublagem em português muito bem feita e um mundo aberto muito diferente.
No fim, é uma continuação que vale a pena para quem gosta do universo de CONTROL, principalmente se encontrar o jogo por um bom preço. Ele tem seus problemas, mas também entrega uma experiência bastante original e diferente do que encontramos normalmente nos jogos atuais.



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