Marvel’s Wolverine PS5 divide opiniões: veja nossa análise completa

Atualizado: 27 de set.

Por Paulo Henrique — ESCRITOR DE GAMES
Data de lançamento: 15 de setembro de 2026
Publicadora: Sony Interactive Entertainment
Gênero: Ação / aventura
Marvel’s Wolverine chegou ao PlayStation 5 cercado de expectativa — mas também de muita polêmica. O novo jogo da Insomniac Games está dividindo opiniões, acumulando críticas de jogadores e imprensa, enquanto, ao mesmo tempo, vem chamando atenção nas vendas. Afinal, estamos diante de um grande jogo do Wolverine ou de uma aventura que não conseguiu entregar tudo o que prometeu?
A Insomniac decidiu seguir um caminho diferente de Marvel’s Spider-Man. Em vez de apostar novamente em um enorme mundo aberto, Marvel’s Wolverine coloca o foco na história, nos combates e na jornada de Logan.
E essa escolha pode ser justamente uma das maiores forças — ou uma das maiores fraquezas — do jogo.
Aqui, Wolverine não é apenas um personagem com garras. Logan precisa enfrentar seu passado, seus inimigos e diferentes ameaças enquanto atravessa várias regiões do mundo em uma aventura muito mais brutal e violenta.
Mas será que toda essa violência, os gráficos impressionantes e o peso do nome Wolverine são suficientes para fazer o jogo valer a pena?
Uma história que divide opiniões

Marvel’s Wolverine PS5 apresenta uma história original centrada em James “Logan” Howlett. A Insomniac Games construiu uma aventura que explora diferentes momentos da vida do personagem e coloca Logan ao lado de personagens conhecidos do universo dos X-Men.
Durante a jornada, Wolverine passa por diferentes regiões, como o Canadá, Tóquio e Madripoor. Apesar dessa variedade de locais, a campanha é bastante linear e deixa pouco espaço para o jogador explorar livremente os cenários.
E isso fica ainda mais evidente conforme a história avança. O jogo realmente consegue prender a atenção em vários momentos, mas, na minha experiência, algumas situações parecem exageradas e certas partes poderiam ter sido mais bem trabalhadas.
A história também é um dos pontos que mais me deixou dividido. Não considero a narrativa ruim, mas em determinados momentos ela fica confusa e apresenta acontecimentos que parecem não fazer muito sentido dentro do que o próprio jogo vinha construindo.
Um exemplo é a relação entre Wolverine e Dentes-de-Sabre. Para quem conhece os personagens, os dois são grandes rivais e possuem uma relação marcada por conflitos e ódio. Por isso, algumas cenas entre eles podem causar estranheza, principalmente quando o jogo apresenta momentos mais leves e até fofos entre os dois.
Confesso que isso não chegou a me incomodar tanto durante a campanha, mas é algo que chama atenção e pode deixar o jogador se perguntando se determinadas situações realmente combinam com a história e com a personalidade dos personagens.
No fim, a história de Marvel’s Wolverine tem bons momentos e consegue prender o jogador, mas também apresenta algumas escolhas que podem causar estranheza.
Não achei a história ruim. Achei confusa em alguns momentos, exagerada em outros e com algumas situações que simplesmente não fazem muito sentido para mim.
Combate brutal e cheio de impacto

O combate é, sem dúvida, uma das partes que mais gostei em Marvel’s Wolverine. A Insomniac realmente acertou nesse aspecto.
Wolverine é rápido, os golpes são brutais e as lutas passam uma ótima sensação de impacto. Logan consegue partir para cima dos inimigos, realizar sequências de golpes, esquivar e utilizar diferentes habilidades durante os confrontos.
As garras de adamantium também são muito bem aproveitadas. Uma das coisas que mais gostei foi poder utilizar diferentes efeitos nas garras, incluindo a possibilidade de incendiá-las, deixando os ataques ainda mais interessantes e violentos.
O sistema de combate possui uma boa variedade de golpes e deixa as batalhas bastante dinâmicas. É preciso se movimentar, esquivar e escolher o momento certo para atacar.
Os golpes são rápidos, pesados e brutais. Cada ataque transmite uma boa sensação de impacto, principalmente quando Logan parte para cima dos inimigos usando suas garras.
A violência também combina perfeitamente com Wolverine. Afinal, estamos controlando um personagem que luta praticamente no corpo a corpo e possui um dos estilos mais agressivos do universo dos X-Men.
Mas nem tudo funciona tão bem.
A parte da moto, por exemplo, achei muito mal aproveitada e praticamente não serve para nada. É uma mecânica que poderia ter sido muito melhor trabalhada.
Os Quick Time Events também são outra coisa que me incomodou. Em alguns momentos, eles avançam mesmo quando o jogador não aperta nenhum botão ou até quando aperta o botão errado. Sinceramente, achei isso ridículo e completamente desnecessário.
Tirando esses problemas, o combate é um dos grandes acertos de Marvel’s Wolverine.
Você não está controlando um personagem que precisa ficar distante dos inimigos.
Você é o Wolverine.
Gráficos impressionantes no PS5

Visualmente, Marvel’s Wolverine é um dos grandes destaques da experiência.
Os personagens possuem bastante detalhe, os ambientes são muito bem construídos e as cenas cinematográficas ajudam a criar aquela sensação de estar assistindo a uma grande produção da Marvel.
Um dos pontos que mais chama atenção são os diferentes locais visitados durante a campanha.
O jogo passa por ambientes canadenses, Tóquio e Madripoor, criando bastante variedade visual.
Tóquio, principalmente, é um dos cenários que mais impressionam visualmente.
A qualidade dos ambientes, iluminação e detalhes dos personagens ajuda a deixar a experiência muito mais cinematográfica.
E Wolverine também apresenta bastante violência visual.
O desgaste da roupa, os golpes e os efeitos dos combates ajudam a transmitir a sensação de que Logan realmente está entrando em batalhas extremamente violentas.
Marvel’s Wolverine no PS5: desempenho e experiência

Plataforma utilizada: PS5 base
Resolução: 4K / resolução variável conforme a configuração.
Modo utilizado: Fidelidade
Taxa de quadros: 30 FPS
Ray Tracing: Ativado
No meu teste, Marvel’s Wolverine apresentou uma experiência muito boa no PS5.
O jogo oferece diferentes modos gráficos, permitindo escolher entre maior fluidez ou maior qualidade visual. No meu caso, preferi jogar no modo Fidelidade, mesmo com os 30 FPS.
E sinceramente, não me arrependi da escolha.
O jogo ficou lindo.
Com o modo Fidelidade e o Ray Tracing ativado, os ambientes ganham uma qualidade visual impressionante, principalmente na iluminação, nos reflexos e nos detalhes dos cenários.
Normalmente prefiro jogar com mais FPS, mas em Marvel’s Wolverine os 30 FPS não chegaram a atrapalhar minha jogatina. Depois de alguns minutos, consegui me acostumar tranquilamente com a taxa de quadros e passei a prestar muito mais atenção na qualidade visual.
Para mim, nesse caso, a qualidade gráfica compensou abrir mão da fluidez do modo desempenho.
Quem prefere uma experiência mais fluida pode optar pelo modo desempenho. Já quem, como eu, gosta de aproveitar ao máximo os gráficos e a qualidade da imagem pode encontrar no modo Fidelidade uma ótima opção.
No meu caso, fiquei com Fidelidade + Ray Tracing ativado durante a maior parte da experiência.
Dublagem em português do Brasil

Outro ponto que merece destaque — mas dessa vez de forma negativa — é a dublagem em português do Brasil.
Marvel’s Wolverine possui dublagem, legendas e interface em português, o que em teoria seria um ponto positivo para quem prefere jogar em nosso idioma.
Mas, sinceramente, a dublagem me incomodou bastante.
Em vários momentos, achei as falas exageradamente carregadas de gírias e com uma interpretação que não combina com determinadas cenas. Em algumas falas, a impressão é de que as palavras acabam ficando cortadas ou pronunciadas de uma maneira estranha, o que tira um pouco da naturalidade dos diálogos.
E isso acaba sendo ainda mais perceptível porque Marvel’s Wolverine é um jogo bastante focado nos personagens e na história.
Para mim, não foi apenas a dublagem. Alguns pequenos detalhes de animação e movimentação também passam uma sensação de falta de acabamento em determinados momentos.
São coisas que, isoladamente, podem parecer pequenas, mas quando aparecem várias vezes começam a incomodar.
E é justamente esse tipo de detalhe que pode fazer um jogador pegar ranço de um jogo, mesmo quando a jogabilidade é divertida.
No meu caso, o combate de Marvel’s Wolverine realmente me agradou, mas a dublagem e alguns problemas de acabamento acabaram quebrando parte da imersão.
É uma pena, porque com um pouco mais de cuidado nesses detalhes, a experiência poderia ser ainda mais convincente.
Veredito: Marvel’s Wolverine vale a pena?

Para mim, Marvel’s Wolverine é um jogo muito divertido e viciante. Gostei tanto que zerei duas vezes e continuei jogando depois de terminar a campanha.
A gameplay foi o que mais me prendeu. O combate é rápido, brutal e muito divertido, e a história, mesmo tendo alguns erros e momentos confusos, conseguiu me manter interessado até o final.
Os gráficos também são ótimos e o modo Fidelidade com Ray Tracing deixa o jogo muito bonito no PS5.
A dublagem é um dos pontos que menos gostei, principalmente pelas gírias que parecem forçadas.
Algumas coisas, como a parte da moto e os Quick Time Events, também poderiam ser melhores ou até nem existir.
Mas o maior problema é o preço.
R$ 400 nesse jogo é caro demais. Eu gostei muito de Marvel’s Wolverine, mas recomendo esperar uma boa promoção.



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