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The Blood of Dawnwalker: Testamos o RPG de Vampiros na RX 9060 XT

  • Foto do escritor: Paulo Henrique
    Paulo Henrique
  • há 18 horas
  • 8 min de leitura
Guerreiro fantasiado com espada e unhas longas, em fundo laranja/vermelho com halo luminoso, olhar intenso e ameaçador.
Créditos: Ignbrasil/reprodução


Data de lançamento

3 de setembro de 2026


Publicadora: Bandai Namco Entertainment

Gênero: RPG de ação, mundo aberto, fantasia sombria



Se você gostou de The Witcher 3, principalmente da expansão Blood and Wine, provavelmente vai gostar de The Blood of Dawnwalker.


O RPG da Rebel Wolves mistura fantasia sombria, vampiros, escolhas importantes e uma história onde cada decisão pode mudar sua aventura.


Você controla Coen, um jovem transformado em vampiro que precisa salvar sua família — mas tem apenas 30 dias para isso.


Será que roda bem na RX 9060 XT 16GB?


Testei o jogo em 1440p com RX 9060 XT 16GB + Ryzen 5 5500X3D + 16 GB de RAM.





História e imersão são facilmente alguns dos maiores pontos fortes de The Blood of Dawnwalker


Quatro guerreiros em armaduras escuras num salão medieval iluminado por velas, com clima sombrio e ameaçador.
Créditos: Steam/reprodução



Em The Blood of Dawnwalker, você controla Coen, um jovem que vive em uma região dos Cárpatos durante o século XIV. O mundo está sendo devastado pela Peste Negra, mas os problemas da população vão muito além da doença: os vampiros dominam a região e transformam as pessoas em verdadeiros rebanhos, obrigados a servir aos seus novos senhores.


A situação fica ainda mais sombria durante as noites, quando os vampiros realizam verdadeiras cerimônias para se alimentar do sangue da população. É nesse ambiente cruel que a história de Coen começa a ganhar força.


Durante um desses acontecimentos, a mãe de Coen é considerada fraca pelos vampiros e acaba sendo morta. Revoltado com tudo o que está acontecendo, o pai de Coen decide organizar um ataque contra os vampiros.


Porém, o plano não dá certo.


Coen acaba enfrentando o rei dos vampiros, mas é derrotado. Em vez de simplesmente morrer, ele é transformado em vampiro e abandonado para morrer quando o sol nasce.


É justamente nesse momento que acontece a transformação que dá início à verdadeira aventura.

Coen se torna um Dawnwalker, uma criatura dividida entre dois mundos: durante o dia, ainda consegue manter sua humanidade, enquanto à noite assume seus poderes vampíricos.


A partir daí, começa uma corrida contra o tempo para salvar o restante de sua família.

E o tempo é um dos elementos mais importantes de toda a experiência.


Coen possui apenas 30 dias dentro do jogo para alcançar seus objetivos. Isso significa que você não consegue simplesmente fazer todas as missões e explorar cada canto do mapa sem pensar nas consequências.


Cada escolha pode consumir um tempo precioso.


Você pode decidir ajudar determinada pessoa, investigar uma situação ou seguir diretamente atrás de alguém da sua família. E, dependendo das decisões tomadas, acontecimentos podem mudar e algumas oportunidades podem simplesmente desaparecer.


Isso faz com que a história possa ser diferente de jogador para jogador.


E, sinceramente, essa foi uma das coisas que mais gostei em The Blood of Dawnwalker.

Para mim, a história é simplesmente incrível. Em vários momentos, a experiência me lembrou The Witcher 3, principalmente pela maneira como o mundo é construído, pelos personagens e pela sensação de que nossas escolhas realmente podem ter consequências.


A imersão também é um dos grandes destaques.


O jogo consegue criar uma atmosfera sombria e pesada, fazendo você sentir que realmente está vivendo em um mundo dominado pelos vampiros. A ambientação medieval, as vilas, os acontecimentos durante a noite e a constante pressão do tempo ajudam muito nesse aspecto.

É uma história que consegue prender a atenção e fazer você querer descobrir o que vai acontecer com Coen e sua família.





O combate pode parecer estranho, mas depois que você se acostuma com os controles, a experiência melhora bastante


Guerreiros medievais duelam de espadas numa rua de pedra molhada, sob chuva e luz de tochas, em clima tenso.
Créditos: Steam/reprodução



A grande estrela de The Blood of Dawnwalker é justamente a possibilidade de alternar entre duas formas diferentes de jogar.


Durante o dia, Coen continua humano. Já durante a noite, ele assume sua forma de vampiro, ganhando acesso a novos poderes e habilidades.


Essa mudança não é apenas visual. Ela altera bastante a maneira como você joga, principalmente no combate, no inventário e nas habilidades disponíveis.


Combate

No começo, confesso que achei o combate um pouco estranho e até travado.


O sistema é diferente do que estamos acostumados em outros RPGs. Para atacar e se defender, é necessário utilizar diferentes direções dos controles, movimentando os golpes para os lados e para cima. A proposta é interessante, mas leva um certo tempo para se acostumar.


Depois de algumas horas, comecei a entender melhor o sistema e o combate passou a ficar bem mais natural.


É um daqueles casos em que, no início, você pode pensar: “Não sei se vou me acostumar com isso.” Mas, conforme aprende os movimentos, começa a entender melhor a proposta da desenvolvedora.


Outro ponto que me incomodou foi a velocidade dos controles e da câmera, que achei rápida demais. Felizmente, a desenvolvedora já comentou que está trabalhando em ajustes para melhorar essa experiência, o que pode deixar o combate mais confortável futuramente.


A transformação em vampiro também muda bastante a experiência. Durante a noite, Coen ganha acesso a novos poderes e habilidades, tornando os confrontos mais variados e dando mais liberdade para escolher como enfrentar os inimigos.


Essa diferença entre o Coen humano e o Coen vampiro é, sem dúvida, uma das características mais interessantes do gameplay.


Por outro lado, senti falta de uma montaria para facilitar a locomoção pelo mapa. Em um jogo com um mundo grande e bastante exploração, ter alguma forma de transporte mais rápida deixaria a experiência mais confortável.


A variedade de inimigos também poderia ser maior. Depois de algumas horas, determinados combates podem começar a ficar repetitivos.


Mesmo assim, o sistema de combate tem personalidade própria e fica cada vez mais interessante conforme você domina os controles e desbloqueia novas habilidades.





você precisa simplesmente seguir em frente e aceitar que perdeu alguma coisa


Guerreiro de armadura com machado enfrenta uma criatura alada num vale montanhoso, entre ruínas de pedra e neve.
Créditos: Steam/reprodução



O mundo de Vale Sangora é um dos grandes destaques.


A região apresenta uma atmosfera pesada, marcada por conflitos, pobreza, doenças e pela presença constante dos vampiros.


O mapa não tenta simplesmente ser gigantesco.


Em vez disso, o jogo procura criar um mundo onde as atividades tenham mais significado.

Isso combina perfeitamente com o sistema de tempo.


Você não consegue fazer absolutamente tudo.


E essa limitação é importante.


Enquanto alguns RPGs incentivam o jogador a limpar cada ponto do mapa, Dawnwalker cria uma situação diferente:


às vezes você precisa simplesmente seguir em frente e aceitar que perdeu alguma coisa.

Essa decisão ajuda a tornar o mundo mais interessante e combina muito bem com a proposta narrativa.




The Blood of Dawnwalker ficou lindo em 1440p e, com FSR Qualidade, a RX 9060 XT conseguiu entregar uma experiência muito fluida


Jovem mulher veste e cuida de homem tatuado, em ambiente escuro com fogo ao fundo, clima tenso e íntimo.
Créditos: Steam/reprodução



Visualmente, The Blood of Dawnwalker impressiona principalmente pela atmosfera.

O jogo utiliza a Unreal Engine 5 para construir seu mundo de fantasia sombria, com ambientes detalhados, iluminação cinematográfica e uma direção de arte que combina perfeitamente com a proposta medieval e vampírica.


Florestas, vilarejos, castelos e áreas tomadas pela escuridão possuem uma identidade visual muito forte. A iluminação durante a noite também ganha bastante destaque, principalmente quando Coen assume sua forma de Dawnwalker.


Os personagens apresentam bons detalhes, e as cenas cinematográficas ajudam a reforçar a sensação de estar acompanhando uma grande aventura de fantasia.


E aqui vai uma surpresa positiva: no meu teste, o jogo rodou muito bem.


Teste no PC


Meu setup:


  • GPU: RX 9060 XT 16GB

  • CPU: Ryzen 5 5500X3D

  • RAM: 16GB DDR4

  • Resolução: 2560x1440

  • Qualidade gráfica: Alta

  • FSR: Qualidade

  • FPS médio: 90 FPS

  • FPS mínimo: 80 FPS

  • Uso de VRAM: aproximadamente 8 GB

  • Temperatura da GPU: 68 °C

  • V-Sync: Desligado


Na minha configuração, The Blood of Dawnwalker ficou simplesmente lindo e apresentou um desempenho muito tranquilo em 1440p.


Utilizando qualidade Alta + FSR Qualidade, consegui manter aproximadamente 90 FPS em média, com quedas chegando a cerca de 80 FPS. Durante os testes, não tive problemas relevantes de desempenho.


Também testei o jogo sem FSR, utilizando a resolução nativa. Nesse cenário, o desempenho caiu para aproximadamente 50 FPS, o que, para mim, não compensou a diferença visual.


Por isso, para jogar em 1440p, minha configuração preferida foi justamente Alta + FSR Qualidade. O resultado ficou muito bonito e, ao mesmo tempo, entregou uma experiência muito mais fluida.


Outro detalhe que me incomodou bastante foram as cenas cinematográficas limitadas a 30 FPS. Mesmo com o jogo rodando próximo dos 90 FPS durante o gameplay, passar para uma cutscene a 30 FPS causa uma diferença muito perceptível.


Para mim, esse foi um ponto negativo, porque a transição entre gameplay e cenas acaba ficando estranha, principalmente em um PC que consegue manter uma taxa de quadros muito superior.

Fora isso, minha experiência com o desempenho foi muito positiva.


A RX 9060 XT 16GB conseguiu lidar muito bem com o jogo em 1440p, e os 68 °C de temperatura da GPU também mostram que a placa trabalhou de maneira bastante tranquila durante os testes.


Minha configuração recomendada


Para quem possui uma placa de vídeo semelhante à minha, eu recomendo começar com:

1440p + Qualidade Alta + FSR Qualidade + V-Sync desligado.

Foi a configuração que, na minha experiência, entregou o melhor equilíbrio entre qualidade gráfica e desempenho.


Destaque:“The Blood of Dawnwalker ficou lindo em 1440p e, com FSR Qualidade, a RX 9060 XT conseguiu entregar uma experiência muito fluida.”


No geral, gráficos e performance foram uma surpresa positiva para mim. O jogo é bonito, pesado na medida certa e, pelo menos na minha configuração, não apresentou problemas significativos de desempenho.



Os efeitos sonoros também ajudam bastante na imersão


Pessoa caindo por um poço escuro, com faíscas e luzes alaranjadas ao fundo, em cena tensa e dramática.
Créditos: Steam/reprodução




A trilha sonora combina muito bem com a proposta de fantasia sombria de The Blood of Dawnwalker.


Durante a exploração, as músicas ajudam a criar uma atmosfera mais pesada e misteriosa. Já nos combates, a trilha fica mais intensa e acompanha muito bem os momentos de ação.


Os efeitos sonoros também são bem trabalhados. Espadas, criaturas e os poderes vampíricos possuem sons que reforçam a sensação de impacto durante os combates e ajudam bastante na imersão.


Um ponto negativo, principalmente para o público brasileiro, é a falta de dublagem em PT-BR. O jogo possui legendas em português, mas as falas continuam no idioma original.


Isso pode incomodar um pouco durante algumas cenas de ação ou momentos em que é necessário prestar atenção ao que está acontecendo na tela e, ao mesmo tempo, acompanhar as legendas.


Mesmo assim, a dublagem original contribui bastante para a construção dos personagens e funciona muito bem nos diálogos e nos momentos mais importantes da campanha.


A trilha sonora não é necessariamente a mais revolucionária que já vimos em um RPG, mas cumpre muito bem seu papel e ajuda a tornar a experiência ainda mais imersiva.


Destaque:“A atmosfera sonora combina perfeitamente com o mundo sombrio de Dawnwalker. Só faltou a tão esperada dublagem em PT-BR.”




Veredito Final

Guerreiro de armadura escura segura uma espada sob lua vermelha, com expressão séria em fundo sombrio.
Créditos: nuuvem/reprodução



“The Blood of Dawnwalker não tenta simplesmente ser mais um RPG de mundo aberto. Sua maior aposta está em fazer o jogador sentir que cada escolha importa — e que o tempo está correndo contra você.”


E, para mim, essa proposta funciona muito bem.


A combinação entre RPG, vampiros, escolhas, consequências e limite de tempo cria uma experiência diferente e muito envolvente. A história foi um dos pontos que mais gostei no jogo, principalmente pela forma como consegue prender a atenção e fazer você querer descobrir o que vai acontecer com Coen e sua família.

A atmosfera também é fantástica. O mundo sombrio, o sistema de dia e noite e a transformação entre humano e vampiro dão ao jogo uma identidade própria.

O combate é divertido, mas confesso que no começo achei os controles e a movimentação um pouco estranhos. É necessário algum tempo para se acostumar com a maneira como os golpes e a defesa funcionam. Depois que você pega o jeito, a experiência melhora bastante, mas ainda acredito que o sistema poderia receber mais polimento.


Mesmo com esses pequenos problemas, The Blood of Dawnwalker me surpreendeu muito.

Para mim, foi uma experiência incrível. Eu realmente amei esse jogo.


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